Perícia do INSS: Como Falar Sem Prejudicar Seu Benefício

Uma dúvida muito comum entre segurados é como se comportar durante a perícia médica do INSS, especialmente quando se trata de benefícios por incapacidade. Pequenas palavras ou gestos podem influenciar a avaliação do perito e, consequentemente, a concessão ou manutenção do benefício.

A palavra “melhorei” pode ser perigosa

Mesmo que você tenha sentido alguma melhora, dizer “melhorei” pode ser interpretado pelo perito como capacidade de retorno ao trabalho. Esse é um erro comum que pode gerar indeferimento ou suspensão do benefício, mesmo quando a incapacidade persiste.

O perito não é seu amigo nem seu inimigo. Ele está ali apenas para avaliar a sua capacidade de trabalho, sem levar em consideração problemas financeiros, familiares ou dificuldades no emprego.

Como se expressar corretamente

Para evitar prejuízos, siga estas orientações:

  • Não mencione problemas familiares, financeiros ou com seu chefe;

  • Evite termos como “melhorei” ou “já estou melhor”;

  • Use expressões claras sobre sua incapacidade, por exemplo:

    “Os sintomas persistem e ainda tenho limitações que me impedem de exercer minha função.”

Essa forma de comunicação mostra ao perito que a incapacidade continua, sem abrir espaço para interpretações equivocadas.

A importância do acompanhamento jurídico

Mesmo com todos os cuidados, muitos segurados têm dificuldade de apresentar de forma clara sua condição médica durante a perícia. A atuação de um advogado previdenciário garante:

  • Preparação adequada para a perícia;

  • Orientação sobre o que falar e como se comportar;

  • Proteção contra indeferimentos injustos ou suspensões indevidas.

📱 Para orientação ou análise do seu caso, entre em contato:

Evite um simples “melhorei” e proteja seu direito ao benefício. Uma palavra pode fazer a diferença na sua avaliação e no seu sustento. 

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Dúvidas Comuns sobre Aposentadoria

Como funciona a aposentadoria rural e por idade?

Homens podem se aposentar aos 60 anos, desde que tenham trabalhado 15 anos como trabalhador rural/pescador. Mulheres podem se aposentar aos 55 anos, com os mesmos 15 anos de trabalho rural. O valor da aposentadoria é um salário mínimo.

Quais são os requisitos para a aposentadoria urbana?

Homens precisam de 65 anos de idade e 180 meses de contribuição. Mulheres, em 2022, necessitam de 61 anos e 6 meses de idade e também 180 meses de contribuição. O valor da aposentadoria é calculado com base nas contribuições ao INSS desde Julho/1994.

Quais doenças garantem o auxílio-doença?

Qualquer doença que incapacite para o trabalho por mais de 15 dias.

Posso me aposentar pela aposentadoria rural morando na cidade?

Sim, desde que comprove 15 anos de trabalho rural, tenha 55 anos (mulheres) ou 60 anos (homens), e comprove que depende da produção rural.

É possível se aposentar pela aposentadoria rural mesmo tendo registro na carteira de trabalho?

Sim, desde que comprove 15 anos como trabalhador rural e tenha 60 anos (homens) ou 55 anos (mulheres).

O que mudou na aposentadoria especial após a Reforma da Previdência?

Para obter aposentadoria especial, agora é necessário ter 25 anos de exposição a agentes prejudiciais à saúde e somar 86 pontos (homens) ou 86 pontos (mulheres), considerando idade e tempo de contribuição.

É possível se aposentar com menos tempo de contribuição e idade?

Sim, mas o valor da aposentadoria será proporcional à pontuação obtida, sendo necessário atingir 96 pontos (homens) ou 86 pontos (mulheres) para receber o valor máximo do benefício.